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GUIA DE DESTINOS

Casa da bomba

Patrimônio Histórico de São Paulo

Construção do início do século XX, é tombada como Patrimônio Histórico. Possui um antigo sistema de bombeamento de água que era utilizado no abastecimento da Cidade de São Paulo até meados do século passado. Com uma bela arquitetura e maquinários bem conservados, nos proporciona uma verdadeira viagem no tempo.

Sua construção iniciou-se em 1894 e foi concluída apenas em 1903. A inauguração foi realizada em 1904 pela R. A. E. (Repartição de Água e Esgotos), empresa que era responsável pelo abastecimento de água naquela época. O sistema de abastecimento da Serra da Cantareira foi o primeiro da Cidade de São Paulo, e apesar das obras da Casa da Bomba estarem concluídas já a algum tempo, só iniciou seu funcionamento em 1909.

A Casa da Bomba inicialmente era equipada com uma caldeira de fabricação alemã e uma Bomba inglesa Robey de 1898, movida a vapor.

Todas as peças e equipamentos foram transportados para o local em carros de bois. Durante o transporte da roda maior, ela ficou atolada no caminho e permaneceu por mais de 6 meses até que conseguissem solucionar o problema e finalmente levar a grande peça ao seu destino.

◊ Sala da Caldeira

O maquinário da bomba inglesa Robey era movido à vapor, e seu funcionamento dependia da pressão que era gerada pela caldeira alemã.

Para seu funcionamento, uma pequena parte da água da represa era enviada para um reservatório existente sobre o forno da caldeira. Colocava-se carvão ou lenha no forno da caldeira para que a água fosse aquecida e produzisse vapor para movimentar o mecanismo da bomba. Eram consumidos 3 m³ de carvão por dia. Durante a primeira guerra mundial o fornecimento de carvão foi interrompido, como alternativa foi necessário usar madeira verde que era cortada nas matas próximas a Casa da Bomba. Nessas condições eram consumidas 12 m³ de mata atlântica, todos os dias...

Os funcionários que trabalhavam na operação do forno na sala da caldeira tinham que usar espessos tamancos de madeira para não queimar as solas dos pés, pois a temperatura do piso ficava altíssima. Também era comum sofrerem de doenças como reumatismo e tuberculose, em função do choque térmico que sofriam ao sair da Casa da Bomba no final do expediente.

O funcionamento da Casa da Bomba estendeu-se até 1949 quando houve uma grande explosão na caldeira, causada por falha na operação, o que gerou uma sobrecarga e consequentemente o trágico acidente. Rachaduras podem ser observadas na porta forno e em suas paredes laterais.

◊ Sala da bomba a vapor

Seu funcionamento é semelhante ao de um trem a vapor. Através da pressão produzida pela caldeira, os pistões se movimentavam e giravam sua roda menor, que por sua vez impulsionava a roda maior. A grande roda movimentava o mecanismo que bombeava a água para um reservatório existente no alto da serra, que depois seguia para a cidade pela ação da força da gravidade.

Nesta sala podemos observar em uma de suas paredes o brasão da República da época.

A população da cidade foi crescendo, e a necessidade de água tornou-se cada vez maior. A alternativa foi a ampliação da Casa da Bomba com a construção de uma terceira sala para abrigar uma segunda bomba.

No local podemos perceber a diferença que existe entre as janelas e a estrutura de sustentação do telhado das duas salas. Estes detalhes nos mostram a mudança da arquitetura e o aperfeiçoamento obtido com o passar dos anos.

◊ Bomba a diesel

A segunda bomba que foi colocada em funcionamento, na verdade é um motor de navio de fabricação alemã, movido a diesel. Esse motor foi adaptado para o bombeamento de água e possuía a mesma capacidade da bomba inglesa, porém com um consumo menor de combustível. Esta bomba alemã foi a alternativa usada para aumentar a eficiência no bombeamento de água para a cidade.

O óleo diesel que abastecia o motor ficava armazenado em um grande tanque de concreto localizado na parte externa da casa. A fumaça que era produzida com a queima do óleo diesel era expelida por duas chaminés presas a parede externa desta sala, ao lado da porta de ferro.

A água ficava em um tanque embaixo da casa e era bombeada para o reservatório no alto da serra através dos canos que podem ser observados na Trilha do Macuco.

A máquina que era considerada moderna na época, também possuía um sistema de ponte móvel suspensa, que ficava sobre o maquinário para facilitar no processo de manutenção.

Para obter eletricidade havia um motor de caminhão que gerava energia elétrica para toda a Casa da Bomba.

Com o crescente aumento da demanda por água, as bombas passaram a funcionar alternando-se em turno de 24 horas, enquanto uma funcionava a outra era submetida a manutenção, lubrificação e troca de peças.

Após a sobrecarga e explosão da caldeira em 1949, a Casa da Bomba foi desativada. O reservatório também já era pequeno para atender a demanda de água da cidade de São Paulo.

Depois de desativada a propriedade da Casa da Bomba passou a ser da SABESP, e com a implantação do Núcleo Engordador, passou a ser do Parque Estadual da Serra da Cantareira, tendo sido posteriormente tombada como Patrimônio Histórico pelo CONDEPHAAT - Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico. É o órgão subordinado à Secretaria de Estado da Cultura do estado de São Paulo criado pela lei 10.247 de 22 de outubro de 1968. Tem como função identificar, proteger e preservar os bens móveis e imóveis do patrimônio histórico, arqueológico, artístico, turístico, cultural e ambiental do Estado de São Paulo, com a capacidade legal de tombar tais patrimônios.

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